Problemas cardiovasculares e urológicos são os que mais atingem o sexo masculino

Father and Son Relaxing on Armchair

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelaram que a expectativa de vida do brasileiro está em 73,4 anos, sendo que para os homens é de 69,7 e para as mulheres de 77,3. Na região sul do Brasil, essa média é maior ainda, pois a expectativa de vida é mais alta. De acordo com o IBGE, os homens vivem, em média, sete anos a menos que as mulheres e apresentam mais a incidência de doenças do coração, diabetes, colesterol, câncer e hipertensão arterial.

Segundo o cirurgião cardiovascular e diretor clínico do Hospital VITA Batel, Luiz Fernando Kubrusly, problemas cardiovasculares ainda são os que mais atingem a saúde masculina e levam os homens à morte. O médico explica que as principais doenças são as ligadas à isquemia do miocárdio (diminuição do fluxo de sangue no coração), quer seja sem sintomas, que hoje pode ser diagnosticada precocemente; ou na forma sintomática, com angina de peito ou infarto agudo do miocárdio.

Alguns fatores predispõem os homens a estas doenças: alimentação rica em gorduras, sedentarismo, tabagismo e a obesidade abdominal (barriga). De acordo com Kubrusly, a obesidade abdominal é um fator de risco que é considerado tão importante quanto o tabagismo, aumentando a incidência de infartos e acidentes tromboembólicos. “Para diminuir este risco é preciso manter a circunferência abdominal inferior a 100 cm”, alerta.

Para o médico, a palavra chave é prevenção e qualidade de vida. Uma dieta saudável, livre de gorduras e frituras, abstinência de fumo e excesso de álcool (quantidades moderadas de bebida, como por exemplo o vinho, pode até fazer bem), associadas à prática de exercícios físicos regulares – desde que com indicação e acompanhamento profissional – diminuem consideravelmente a incidência de infartos e derrames. “É importante salientar que pessoas pertencentes a famílias de risco, ou seja, ter pai, mãe ou familiar próximo com doença isquêmica do coração, devem ter cuidados dobrados”, destaca.

Além disso, manter o hábito de uma avaliação rotineira de consultas médicas, possibilita o diagnóstico precoce, e, caso seja detectada alguma alteração, o tratamento e acompanhamento deve ser iniciado. O ideal é que, a partir dos 40 anos, o homem realize exames de sangue, eletrocardiograma (ECG) e teste ergométrico de seis em seis meses, possibilitando diagnosticar precocemente quase todo tipo de doença cardiológica. “Para os que pertencem ao ‘grupo de risco’ isso deve começar antes dos 40 anos”, conclui Kubrusly.

Distúrbios urológicos – Não são só os problemas cardiovasculares, diabetes e hipertensão arterial que afetam a saúde masculina. Os homens também são vítimas de distúrbios urológicos. O médico Osni Silvestri, urologista e gerente médico do Hospital VITA Curitiba, conta que as doenças mais frequentes são a hiperplasia prostática (aumento da próstata), o câncer de próstata, a litíase urinária (pedras nos rins) e a impotência sexual. Para detectar essas alterações, são recomendados alguns exames: PSA (antígeno prostático específico), função renal, glicemia, exame de urina e dosagens hormonais, os quais devem ser feitos uma vez por ano.

Segundo Silvestri, mesmo com o fácil acesso às informações, ainda há uma certa resistência masculina na realização de consultas preventivas. O fato de procurar um médico somente quando se está com algum sintoma, pode levar, muitas vezes, a um diagnóstico tardio, dificultando o tratamento. O médico explica que se identificado na fase inicial (quando ainda não apresenta sintomas claros), o tratamento do câncer de próstata é mais simples e com grande possibilidade de cura.

O câncer de próstata é o segundo tipo de câncer mais comum entre os homens brasileiros. A doença mata um homem a cada 15 minutos e ocorrem cerca de 50 mil casos por ano. Também é considerado um câncer da terceira idade, já que cerca de 75% das ocorrências no mundo aparecem a partir dos 65 anos. Alguns desses tumores podem crescer de forma rápida, espalhando-se para outros órgãos e podendo levar à morte. “A grande maioria, porém, cresce de forma tão lenta que não chega a dar sinais e ameaçar a saúde do homem”, alerta.

Fonte: Centro Universitário São Camilo

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