Você sabe o que faz e quando deve procurar um infectologista?

A Infectologia é a especialidade médica que aborda as doenças infecciosas e parasitárias, sejam estas causadas por vírus, bactérias, fungos, protozoários ou outros microorganismos. Entenda melhor essa especialidade e, em breve, você poderá procurar a Anjos do Lar para uma consulta:

O infectologista

O infectologista é o médico especialista no diagnóstico, tratamento e acompanhamento dos pacientes acometidos por doenças infecciosas. Atualmente as doenças infecciosas são responsáveis por grande parte das consultas médicas ambulatoriais e em pronto-socorro.

No entanto, devido à carência de infectologistas em algumas regiões e à falta de informação da população sobre o papel do infectologista, a grande maioria desses pacientes é atendida por médicos de outras especialidades.

Por ser um especialista acostumado a lidar com doenças localizadas nos mais variados órgãos do corpo, em geral o infectologista também tem uma visão global do paciente, também frequentemente exercendo a prática de clínica geral.

O papel do infectologista na Clínica

O Infectologista atua basicamente em 4 grandes áreas clínicas:

  • Diagnóstico e tratamento das doenças infecciosas e parasitárias
  • Imunizações (Vacinação)
  • Aconselhamento na Prescrição de Antimicrobianos (Uso correto de antibióticos)
  • Controle de Infecção Hospitalar

Quando procurar um infectologista

O desconhecimento sobre o campo de atuação do médico infectologista faz com que, na maioria das vezes, a população procure outras especialidades médicas quando acometida por doenças infecciosas.

Por exemplo, pacientes com suspeita de pneumonia, em geral procuram um pneumologista, com hepatite viral um gastroenterologista, com cistite ou pielonefrite (infecção urinária na bexiga ou rim), um nefrologista ou urologista, com meningite um neurologista, com piodermite (infecção na pele) um dermatologista e assim por diante.

Como as infecções quase sempre acometem preferencialmente um determinado órgão, o paciente intuitivamente procura o especialista responsável pelo tratamento de doenças daquele órgão.

Ocorre que, embora muitos destes profissionais estejam capacitados a resolver o problema, por outras vezes o especialista procurado é especialista no órgão e não no tratamento da infecção do órgão. Assim, não são raros os casos que chegam ao infectologista encaminhados por outros médicos, com atraso diagnóstico ou somente quando já aparecem complicações no tratamento ou pela falta deste.

A seguir, algumas situações nas quais é aconselhável procurar um infectologista:

HIV/AIDS

O acompanhamento de pacientes infectados pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV), também é de responsabilidade do médico infectologista. Atualmente, com as medicações disponíveis, a infecção pelo HIV se tornou uma doença crônica, tal qual a hipertensão arterial ou diabetes, para as quais, não existindo ainda cura, existe excelente controle.

Assim, os pacientes com infecção pelo HIV podem levar uma vida perfeitamente normal e produtiva, como qualquer outro paciente portador de doença crônica, desde que recebam acompanhamento médico adequado.

Dados do Ministério da Saúde indicam que, em 2002, cerca de 0,5 a 0,8% da população brasileira entre 15 e 49 anos seja portadora do vírus da AIDS. São mais de 600.000 brasileiros infectados, sendo que a cada três portadores do vírus, dois desconhecem estarem infectados. Infelizmente, na maioria dos casos, é feito diagnóstico tardio da doença, conferindo pior prognóstico a esse grupo de doentes.

O Brasil é hoje, sem dúvida, detentor do melhor e mais bem sucedido programa nacional de combate a AIDS do mundo, exemplo para todos os países desenvolvidos. O programa garante medicação gratuita para todos os pacientes com indicação de tratamento, sejam eles acompanhados em serviços públicos ou privados.

O infectologista é o profissional que pode realizar a orientação adequada sobre prevenção, diagnóstico, tratamento e prognóstico da infecção pelo vírus da AIDS.

Hepatites Virais

As hepatites virais, notadamente as causadas pelos vírus A, B e C, sendo doenças infecciosas, também constituem um dos principais campos de atuação do infectologista.

O tratamento da hepatite viral é fundamentalmente baseado na tentativa de eliminação do vírus da hepatite e/ou da estimulação do sistema imunológico para combater o vírus através de medicações antivirais e imunomoduladoras, não fazendo parte da terapêutica o tratamento do fígado em si.

Nos congressos de infectologia, o diagnóstico e tratamento de hepatites virais sempre ocupa lugar de destaque, de modo a manter a especialidade sempre atualizada neste grupo de doenças cujo tratamento se encontra em constante evolução. Nos centros de formação em infectologia, os ambulatórios destinados ao tratamento de hepatites virais ocupam parte considerável do treinamento do especialista.

As hepatites virais, pela sua alta prevalência na população brasileira, são motivo de grande preocupação em saúde pública. Estima-se que em 2002, cerca de 70% da população brasileira já tenha sido infectada pelo vírus da hepatite A e cerca de 15% pelo vírus da hepatite B. Estima-se também que as hepatites crônicas pelos vírus B e C atingem, respectivamente, 1,5% e 1,0% dos brasileiros, perfazendo mais de 2 milhões de pessoas. Deste total, a imensa maioria é assintomática, muitos sem fator de risco identificável, e se não diagnosticados e tratados, vários podem evoluir para cirrose e câncer hepático.

Entre os portadores do vírus da hepatite C, quase metade é assintomática e não tem qualquer fator de risco, sendo a infecção comumente descoberta em exame sorológico de rotina. Assim, é fundamental que os casos sejam precocemente diagnosticados no período assintomático da doença e, quando indicado, instituído o tratamento correto.

O infectologista é um especialista capacitado a solicitar e interpretar adequadamente os exames sorológicos necessários para o diagnóstico de hepatites virais e realizar o tratamento e acompanhamento dos pacientes infectados.

Febre

O infectologista é, sem dúvida, o especialista com maior familiaridade na investigação e diagnóstico das doenças febris. Estudos apontam que a grande maioria dos pacientes que apresenta febre como principal sintoma tem uma doença infecciosa subjacente. Febre também pode ocorrer no curso de outras doenças, notadamente as reumatológicas e neoplásicas (câncer).

No entanto, como a grande maioria dos casos é devido a doenças infecciosas e pela experiência do infectologista com os diagnósticos diferenciais de doenças febris, este profissional pode, após avaliar o paciente, descartar doença infecciosa e, nesta minoria dos casos, encaminhar o paciente à especialidade pertinente. As febres podem ser prolongadas e muitas vezes a procura pelo infectologista pode ser decorrente da persistência da febre sem identificação do seu foco primário. Muitas vezes um quadro febril pode necessitar de introdução imediata de antibióticos como em infeçcões no sistema nervoso central, meningites e infeçcões no coração.

Fonte: http://www.infecto.org

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